More often than not

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E-mail de mãe

Assunto: oi

Mensagem: Oi filho! A mãe está com muita saudade! Um bjão

E um minuto depois:

Assunto: esqueci

Mensagem: Filho, mande para mim as medidas do assento e encosto (largura e comprimento) do sofá e da mesinha. Bjo

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Twilight Zone

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Aurélio acaba de me ligar

Queria saber se pode incluir meu nome entre os sinônimos de “azar”, na próxima edição do dicionário.

Autorizei, né. Ia dizer o que?

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Gente que.

– E você está fazendo alguma faculdade?

– Na verdade, estou terminando já. Me formo no fim deste ano.

– Ah, legal! E faz faculdade de que?

– Jornalismo.

– Opa. Diz aí quais são as últimas notícias, então!

– …

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Tudo que começa, um dia deve acabar

Como tudo que é novo aos olhos e às sensações causa estranheza, os primeiros momentos no curso de jornalismo – ainda lembro –, foram, para mim, estranhos. Sinônimos da mudança. Tudo era extremamente inédito em minha vida: o ensino superior, ao lado de pessoas até então completamente desconhecidas, em uma metrópole do hemisfério sul, outra novidade.

Se pudesse resumir esses quatro anos em palavras-chaves (e digo “pudesse” porque isso seria pretensão demais), as principais delas passariam por analogias ao que é novo, intenso e afetivo. Da formação de grupos de seminários logo nas semanas iniciais às siestas oníricas do primeiro ano na rampa de acesso ao auditório do terceiro andar, o começo foi marcado pela expansão de horizontes, pela de criação de (novas) expectativas e por uma realização a priori.

Reconhecer no discurso dos professores minhas afinidades literárias causou-me certo prazer intelectual. Estudar aquilo que abrangia, sem precedentes, questões sobre as quais eu realmente me interessava e que despertavam meus questionamentos mais inerentes, me fez entender o que finalmente diferenciava o aprendizado que havia recebido até antes e o universo no qual mergulhava a partir dali. Parecia que finalmente estava vivendo no mundo a que me predestinei – e aquele era apenas o portal de entrada.

O tempo – “compositor de destinos, tambor de todos os ritmos”, diria a música de Caetano – tratou de acentuar algumas coisas tão intensas com o passar dos anos. Com a marcha dos calendários, a nova vida foi se travestindo de rotina, sob um processo diluído em retinas já adestradas. Mais uma vez, a estranheza: sinal de que outra etapa se aproximava de seu fim.

Nos quatro anos que se compreenderam entre os meus 19 e 22, à mente  restam o gosto do almoço com os amigos nos arredores da faculdade, o cheiro da chuva sobre o asfalto nos dias desprevenidos, a cumplicidade com mais de meia dúzia de professores (menos que uma dúzia inteira), as vibrações de conquistas atreladas a este novo mundo, o aprendizado registrado em um sem-número de caracteres, de autores, de teorias e, sempre e o mais importante, novidades.

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O futuro e a semiótica do Super Mario

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