Arquivo do mês: julho 2010

A Galinha e a Linha

Era uma vez uma história infantil sobre uma galinha, uma linha e uma lata de tintas. Ao menos esses parecem ser os elementos principais de sua narrativa, já que se trata do pouco que me lembro a respeito daquele livrinho.

O que me recordo, isso sim com mais clareza, é de como A Galinha e a Linha marcou minha alfabetização. Algo semelhante a uma pedra fundamental do meu intelecto; marco inicial da construção do meu caráter de leitor, consumidor e (pretensões à parte) provedor da língua portuguesa.

Era o segundo semestre de 1997. Estava na primeira série. Me sentava na primeira carteira da fileira oposta à porta e ao lado das janelas da sala de aula, localizada no segundo piso da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Virgínia Ramalho, em Ourinhos, no interior de São Paulo. Naquele dia, a professora Regina Beffa havia lido o livro com esse nome para a turma. Na sequência, organizou uma atividade da seguinte maneira: todos os alunos ganharam folhas de sulfite dobradas e grampeadas ao meio, de modo que formassem um pequeno livro de quatro páginas. Tínhamos, então, a missão de transpor para aquelas páginas em branco a estorinha contada pela professora minutos antes, ilustrando-a com desenhos próprios e tudo mais. Era o primeiro resumo, a primeira, vamos dizer, resenha, que eu escreveria na vida.

Me empolguei.

A verdade é que eu havia pegado gosto pela galinha. Se já num primeiro momento a história me encantou (era realmente interessante, ok?), a ideia de poder reproduzi-la me fez bastante feliz. Queria explicar cada detalhe, recordar cada movimento do livro. De resumo, a professora explicou, eu entendi que era “contar a história com as minhas próprias palavras”.

Não que eu tenha sido prolixo neste quase que primeiro episódio da minha produção textual. Mas o fato é que o prazo dado pela professora Regina para que terminássemos o resuminho já havia acabado e eu continuava a escrever ferozmente, cada palavra gravada em minha memória. O resultado? O resumo ficou maior que o livro original. Na medida da minha imaginação. E eu tinha apenas sete anos, então isso era perfeitamente aceitável, embora não fosse tão comum.

***

[Quem não tem tablet desenha com o mouse mesmo, no Photoshop.]

3 Comentários

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Enquanto isso, no Banco de la Nación Argentina…

– Olá, vocês também fazem operações cambiais aqui, não é?

– Sim, fazemos.

– E qual a taxa de hoje entre reais e pesos argentinos?

– Zero ponto cinquenta e cinco.

– Ok. Gostaria de trocar trezentos reais…

– Mas estamos sem pesos no momento.

– (!) Como assim? Não tem nada, nada?

– Nadinha. Acabou tudo.

Porra, e estão trabalhando com o que no momento? IENES?! (pensei)

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