Ensaio sobre a canseira

Seis e quarenta da madrugada. O celular desperta: hoje, com um toque ainda mais escandaloso que o de ontem. E nada. Nenhum sinal de… vida. Mas ele não está morto, está apenas bloqueado. Trapaceado pelo próprio cérebro.

Sete e cinquenta e dois. Da manhã. Um relâmpago de consciência lembra que já deveria estar pronto. Mas ainda dorme.

Oito e sete. Extrapolou e sabe disso. Levanta com um salto e o pé esquerdo chega primeiro ao chão. Lava o rosto, volta, se joga na cama e. Dorme outra vez. Como se uma força maior, ou um peso invisível, lhe obrigasse a fazer algo proibido, mais uma vez ele sucumbe ao sono.

Nove e trinta e cinco. Acorda com um ódio de si mesmo. Atrasado ele estava há uma hora e meia.

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