Arquivo do mês: junho 2009

Significa

tira_retardado
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Pavê de abobrinha: mais um produto da mente criativa (?) de Cecília do Lago. Publicado primeiro no Irresportagem.

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Subjetivo pra você

Letras ao vento

A escrita nasceu do ócio ou do negócio? É complexo – pra não dizer impossível – pensar em uma sociedade sem palavras. “Estou sem palavras”. Mas eu as tenho, até mesmo para dizer que elas me fogem.

Se me perguntam por que escrevo, eu respondo “porque sim”. Não que seja algo questionável, tampouco respondível. Mas há tempos trata de ser inerente – desde a primeira palavra escrita, talvez. Da inquietação, uma propriedade da existência humana.

Dizem os chineses que tudo que nos incomoda, ou faz mal, deve ser exteriorizado. Eles se referem às necessidades biológicas mesmo. Mas assim deve ser com as palavras também, penso. Por que escrever? Por que não arrotar?

Documentar as sensações. Questão profilática. Escrever é terapia, um exercício da organização. Organização em palavras daquilo que é sentido, vivido e experimentado. Se escrevo, é porque vivo. Essa deve ser a razão da escrita: a auto-afirmação da própria existência. Viver apenas não basta, tem que existir. A palavra foi providencial.

Escrever é questinar-se. A busca por respostas e por verdades. Ou por respostas de verdade, mesmo que sejam mentiras. Escrever é ser subjetivo para os outros. Pois quem deve entender seus textos se não você mesmo e apenas você? Quem quer entendê-los?

A palavra é o respiro de existência para uma vida volátil. A solidificaçào das ideias, das mais íntimas às mais públicas.

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